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5 de maio de 2011

Crítica: Costela de Adão


O despertar de consciência da mulher liberta.
"Costela de Adão" brinca com certo e errado na sociedade machista americana

Em plena Wall Street uma mulher de chapéu e expressão nervosa consome compulsivamente uma barra de chocolate. De uma empresa, sai um homem de chapéu que ruma em direção ao metrô - ele é seguido pela já dita mulher. Nada é dito até esse momento, mas mesmo o espectador menos atento já sabe tratar do clássico caso da mulher desconfiada perseguindo o marido suspeito de ser infiel. No metrô ela deixa cair a bolsa e percebemos que ela tem uma arma, mais tarde ela, com o revolver à mão, lê o manual de instrução da arma (que ela ganhou de graça). A infidelidade se confirma e meio desajeitada ela atira contra o marido e a amante -errando quase todos os tiros e apenas ferindo o marido. Assim começa "Costela de Adão"(Adam's Rib, 1949, George Cukor) uma das mais clássicas comédias produzidas por Hollywood.

Crítica: Onde Vivem os Monstros


Let The Wild Rumpus Start: monstrinhos para adultos.

O filme Onde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are, 2009) é dirigido por Spike Jonze, adaptado do livro de mesmo nome do escritor e ilustrador Maurice Sendak, teve sua estréia nos cinemas brasileiros em Janeiro de 2010. A obra de Sendak é amplamente cultuada pelos norte-americanos, sendo encaixada entre as mais importantes obras infantis, mas só ganhou a graça dos brasileiros quando a editora Cosac Naify publicou o livro em português, poucos meses antes do lançamento do filme. Por ter se criado uma ‘ aura’ em torno do livro, tinha-se muito receio quanto a uma adaptacão para longa-metragem, mas o resultado agradou ao público. Seu sucesso se deve em grande parte ao diretor, que em parceria com Dave Eggers escreveu também o roteiro. O livro é formado somente por nove sentenças e o restante por ilustrações, preencher o espaço para tranformar a história em um longa-metragem foi um trabalho de brilhante imaginação dos roteiristas e resultou numa obra com uma sensibilidade ímpar.